sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Poema da manhã


E tem dias que eu acordo pensando em você.
As vezes são os dias frios, as vezes os dias quentes.
Mas as vezes eu acordo pensando na gente.
Pensando no que eu não sei.
Mas continuo sonhando, bem depois que acordei.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O Ouvinte

(Para Cris)


“I am a man who walks alone
And when I'm walking in a dark road
At night or strolling through the park

When the light begins to change
I sometimes feel a little strange
A little anxious when it's dark

Fear of the dark, fear of the dark
I have a constant fear that something's always near
Fear of the dark, fear of the dark
I have a phobia that someone's always there”
(Fear of the dark, Iron Maiden)

(Créditos de Imagem: Bruno de Assis)
Existem diversas formas de me descreverem. Algumas pessoas me descrevem palidamente, com roupa escura, capuz e uma foice. Um ceifador maldito. Outras me atribuem uma aparência mais macabra, com olhos vermelhos, dedos com garras, talvez até um pouco de sangue pingando dos caninos.
Mas eu não sou assim.
Claro, tudo isso não me incomoda, e eu não saio pelas ruas fazendo campanhas a favor da minha imagem. Meus clientes são sempre novos e não tenho medo se ser impopular pela minha aparência. Outro engano que geralmente cometem, é em relação a minha ocupação. Falam que sou o juiz, o carrasco, o vingador, entre outras coisas que prefiro não citar. Isso também é um erro. E isso também não me incomoda.
Na verdade, me visto de maneira adequada a receber meus clientes. Embora eu saiba que depois de me conhecerem eles não vão ter motivos de reclamar da minha aparência. Mas eu gosto de me apresentar assim: terno e gravata de grifes, sapatos italianos brilhantes, abotoaduras de ouro, relógio de pulso Rolex e um anel de brilhantes no dedo mínimo. Sempre dizem que a primeira impressão é a que fica certo? Pois bem, no meu caso, a última impressão é a que vai ficar então eu espero que seja uma impressão boa.
Quanto a minha ocupação, não sou o castigador, nem o justiceiro.
Eu sou o ouvinte.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Se eu for você me espera?

Eu te fiz muitos poemas
Quantos são nem lembro mais
E os que eu joguei fora, você não leu e tanto faz
Todos eles pra te ter, por mais um ano ou segundo
Mas você dormiu cedo e levou junto o meu mundo

Escrevo minhas canções pra que você leia sorrindo
E eu nem me lembro se hoje é dia de domingo
Se o céu está nublado ou se chuva vai caindo
Mas nem importa se você está dormindo

Se eu for você me espera com um abraço apertado?
E diz baixinho que fica sempre do meu lado
Me fala mil poemas pra que eu possa até sonhar
E olha meus olhos com seus olhos de âmbar

Mas nada mesmo importa se você não está aqui
E eu me pergunto para onde devo ir
Se subo lá no alto da montanha mais distante
Ou me endureço como o mais puro diamante

Se eu pudesse eu faria
De tudo pra te acordar
E depois cantaria, aquela velha canção de ninar
Embalaria o teu sono, até na noite mais fria
Te ver dormir, seria minha alegria

E toda noite a essa hora é um vazio no meu peito
Eu canto baixinho como você teria feito
E sinto teu perfume, aquele cheiro de jasmim
E te encontro aqui dentro
Guardado dentro de mim