Acho que prefiro as coisas frágeis.
Sei que esse não é o melhor modo de começar a te agradecer, no entanto eu não vejo outra maneira.
Tem sido difícil, você sabe. Algumas vezes tudo se acerta, outras tantas vezes tudo se perde, e eu sinceramente não sei o que fazer sem você. Você é a coisa mais frágil que eu possuo.
Você que me ensinou que o silêncio diz tanto, não me ensinou a conviver para sempre com o seu. Acho que sabe, mas o seu silêncio faz o barulho mais ensurdecedor que eu conheço.
Mas eu prefiro que seja assim; te agradecer em silêncio em cada pedaço do que já foi dito, em tudo que já foi feito. Agradecer pelos cacos que ficaram pelo chão depois de cada temporal, e por todas as vezes que você fechou a janela antes da tempestade começar.
Por cada vez que você me mostrou que estava certo, e por eu poder te mostrar que aprendi. Eu aprendi.
Nada do que eu diga vai ser suficiente, e nós dois sabemos que não é preciso dizer muito.
Você é a razão disso tudo, e eu te abraçaria, mesmo que tu fosse cacto e eu um balão.
Eu amo você.
Obrigado.

