terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Quase 30

E mais um ano se passou garoto, assim tão rápido.
E que ano, não é mesmo?
Lembra quem você era ontem? Consegue enxergar quando você estava ali atrás?
Lembra aquelas palavras que você me disse, da boca pra fora no começo, apenas pra tentar me impressionar, e consegue se ver agora, cumprindo tudo aquilo que você em um determinado momento nem planejou?
Você se lembra do medo que sentiu no começo, e o frio na barriga, e o desespero de quando você achou que não daria mais certo? Lembra-se de quantas vezes você me disse que iria desistir? Das noites que passou chorando, e das manhãs em que não quis acordar?
Ainda consegue se lembrar do momento que o frio na barriga se transformou em calorzinho no peito? Lembra de quem esteve ao seu lado durante todo esse tempo? Consegue ver o sorriso?
E agora meu velho, você está aqui, tantos passos a frente de quando tudo isso começou. Transformando aquele seu pequeno castelo de areia, em uma grande fortaleza de pedra.
Tantas coisas passaram, e você cresceu tanto, tanto e eu sinto tanto orgulho de você. Aquele garoto acanhado se transformando em um homem respeitado.
Tudo bem, você hoje não pode usar mais a barba que sempre gostou, mas hoje você pode usar a sua voz, que você sempre gostou ainda mais.
E tudo que te desejo meu velho, é que você continue crescendo assim, dessa forma simples e intensa, e que por mais que esteja duro, por mais que você queira desistir, por favor, não desista. Eu vou estar aqui com você.
Você vai mudar o mundo garoto.
E que no ano que vem eu volte aqui pra lhe falar mais uma vez que mais um ano se passou.
E já teremos 30, assim, tão rápido.
Eu amo você.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Final de ano

E nessas horas eu sinto uma falta do caralho de você velho. E sei que coisa nenhuma, nem felicidade nenhuma pode preencher.

Eu espero te ver ali do lado, naquela cadeira de balanço empoeirada, ou brigado com a gente por causa do seu sofá.

E sei que os finais de ano não tem mais o mesmo sabor, nem o mesmo cheiro, nem coisa nenhuma que tinha antes.

E eu fico te procurando nas estrelas, nas musicas que me levam pra perto de você, enquanto sinto as lágrimas escorrendo pelo meu rosto.

Caramba velho... é tão egoísta, mas por que você tinha que partir?

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Lampejo de felicidade


Eu me sentei de frente a ela. Não sabia muito bem o que fazer com as mãos e com a direção do meu olhar. Encarei a parede por um momento, depois a ponta dos dedos e por fim encarei o seu olhar. Havia um brilho estranho na sua expressão. Por fim, falei as palavras que vinham travando em minha garganta há alguns dias.
- Eu amo você.
Senti de longe seus ombros retesarem.
- Eu te amo e isso está explícito em todos os meus atos, em todos os sinais que meu corpo revela.
Meus braços pedem por seu abraço, minhas mãos querem percorrer os contornos do corpo teu, meus olhos querem fixar nas suas órbitas e minha boca clama pelo toque dos seus lábios.
Respirei fundo e continuei.
- Eu te amo, e isso é evidente. Mas eu não gosto mais de você. Eu gosto mais de mim nesse momento. Agora o seu nome tem um gosto estranho em minha boca, e a lembrança do seu rosto me traz borboletas no estômago. O som da sua voz maltrata meus ouvidos, e não é isso que eu quero, não é isso que eu desejo pra nós dois. Prefiro te amar a distância e amar apenas a sua lembrança, do que amar você de perto e não gostar de você como você merece.
Pareceu uma eternidade até que ela respondesse alguma coisa.
- Mas sempre foi assim!
Ela jogou as palavras sobre mim como se fossem pedras.
- Sempre foi assim, poxa. Você está louco pra agir dessa maneira?
Eu tive que sorrir. Um sorriso cansado, de canto de boca, mas foi a única reação que eu consegui esboçar antes de responder.
- Você acha que eu estou louco? Loucura é você fazer a mesma coisa, todo maldito dia, e ainda assim esperar que a porcaria da nossa vida mude. Isso é loucura. Você fica parada esperando, esperando.
E quando você notar, já terão passados todos os anos que você prometeu que seriam bons. E os melhores dias e as melhores noites terão ficado pra trás. Você vai levantar do sofá e não vai se encontrar fora dele. O sol vai queimar seus olhos, o som do vento será ensurdecedor. É isso que você espera tanto que aconteça? É isso que você acha normal? Quer continuar assim até quando?
Eu suspirei uma ultima vez antes de ir embora.
-Você não tem ideia do que seja loucura.  Isso sim é loucura...

Apanhei minhas poucas coisas e sai. As vezes, por mais que você queira, é impossível continuar. Fechei a porta as minhas costas e fui sem olhar para trás. Não deveria ser indolor abandonar algo que realmente nunca foi seu? John Green não disse algo parecido com isso? Talvez eu esteja me confundindo, mas era assim que eu me sentia. Aquilo nunca havia sido meu de verdade. Talvez um breve lampejo de felicidade houvesse feito com que acreditássemos. Mas de verdade, foi apenas mais um lampejo.

domingo, 2 de novembro de 2014

Madrugada fria

Eu tentei.

Tentei te fazer feliz a cada minuto, cada segundo de cada dia que passamos juntos.

Você conheceu o perfumes das flores que te levei, viu as cores das quais eu pintei o seu céu, cada coração de papel que deixei espalhado em sua cama.

Eu fui feliz em todas as noites que dormi na sua cama, ouvindo você suspirar e dizer que me ama, enquanto o mundo parava lá fora.

E agora eu vou embora, deixando a cama macia, no meio da madrugada fria, pra quem sabe assim você entender o que eu fui para você.

Há sempre uma esperança

Há sempre uma esperança

Esperança de dias melhores, de sorrisos maiores e abraços sinceros

Existe sempre a esperança do perdão, de que alguém lhe estenda a mão, que tenhamos dias de sol


Sempre haverão motivos para acreditar, razões para não nos fazer chorar, pequenas alegrias capazes de nos fazer sorrir

Haverá a esperança no milagre, esperança de que tudo acabe, e que a noite, você consiga dormir

Aquele desejo quase louco de reencontrar nossos mortos, de abraçar os entes queridos, recuperar o tempo perdido, tempo que um dia escorreu pelas nossas mãos


Vai sempre haver a esperança de chamar um amigo de irmão e de entregar o coração a alguém que um dia nem existiu

Sempre vai haver.

O motivo a esperar, a esperança em amar, a fé em transformar em calor o frio, no coração que sempre existiu, no peito daqueles que se amam.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

22.

Misturei o meu beijo ao teu

Enlacei nosso corpo, postergando o adeus

Deixei em seu travesseiro o cheiro do meu perfume

Perfumei a casa toda de saudade, como o de costume



Esqueci tua cabeça encostada em meu peito

Me perdi no teu abraço, em teu sorriso, em teu jeito

Deixei que meus dedos envolvessem a mão tua

Deslisei minha mão por teus cabelos, tuas costas, por tua cintura nua



Me lembrei do teu sorriso somente pela manhã

Das tuas faces tão rosadas, com cores de maçã

A casa perfumada com cheiro de café

Com cheiro de chocolate, de amor como o amor é

sábado, 25 de outubro de 2014

A Hora

E chega a hora em que é preciso apagar as fotos, deletar as mensagens, excluir os contatos. 

Hora de juntar os bilhetes escritos a mão espalhados pela casa, recolher os porta retratos e voltar.

A hora em que o ontem não pode mais fazer parte do hoje, e o amanhã toma um rumo totalmente novo.

Aquela hora, onde você precisa juntar suas coisas, suas roupas e seus livros e fechar a porta às suas costas sem esperar a luz se apagar.

Chega a hora, em que os planos precisam ser reescritos, e aqueles pequenos sonhos tão bons, não significam mais nada, além de somente pequenos sonhos.

Quando chega essa hora, não adianta olhar para trás, ou sentar sobre a guia esperando que os passos se reencontrem, que as mãos se entrelacem ou que brote um sorriso em ambos os rostos.

É preciso deixar as horas passarem, sem olhar para os ponteiros do relógio, sem esperar, sem sonhar.

Não há muito mais o que ser feito.

É preciso simplesmente viver.

domingo, 12 de outubro de 2014

Hoje eu preciso ficar comigo

Hoje eu preciso ficar comigo

Preciso ser meu, e não seu

Preciso dizer um olá, e depois um adeus

Esquecer o mundo que me rodeia

Só pensar na lua que clareia

Os pensamentos e sonhos meus.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Através da neblina

Eu quero um perfume com cheiro de esperança
Quero uma chave da porta da felicidade
Quero um abraço que cure essa saudade
Saudade que eu sinto de você

Eu quero uma cor que deixe colorido meu dia
Quero o calor, o orvalho, quero a noite fria
Quero todos os tons e entretons do arco-íris
Quero o ontem e o agora, eu quero a vida

Eu quero escrever um poema sem rimas
Quero voar, ir para o alto e te olhar lá de cima
Quero todas as lições que a vida ensina
Quero teu sorriso, teu amor, através da neblina

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

De repente


De repente eu percebi que precisava mais dos meus pais do que eu imaginava.

E que é o sorriso deles, e não o meu que me faz feliz. 

De repente percebi o quanto existe deles em mim. 

E como as coisas podem ser simples assim. 

Percebi que toda a carência que você sente no mundo, não se compara ao calor dos abraços dos dois.

E que quando estamos realmente juntos, tudo fica pra depois.

Que amor só tem sentido quando se está em paz consigo mesmo, e que é impossível fazer isso sem estar em paz com seus pais.

Percebi finalmente que eu não sou nada. 

Mas que eu posso ser tudo pra eles.

E eles vão ser sempre tudo pra mim.

domingo, 10 de agosto de 2014

Dia dos pais

Eu queria que você estivesse aqui hoje velho.

Queria aquele abraço que só você sabia dar, aquele sorriso que só você conseguia esboçar, eu queria aquela alegria que só você era capaz de causar.

Minha vontade é de subir todas as escadas que levam ao céu, só pra poder te abraçar mais uma vez, nem que pra isso eu precise ficar junto de você.


Hoje eu não tenho mais palavras pra dizer o que eu sinto.


Sinto muito tua falta garoto.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Bala de leite


"Eu parei em frente a prateleira de livros e fiquei a contemplar as capas coloridas por alguns instantes. Não procurava nada de especifico, estava ali simplesmente pelo prazer de apreciar aquele ambiente, sentir o cheiro do papel e da tinta nova, esfolhear alguns volumes displicentemente, enquanto meu café ficava pronto. 
Estava tão distraído que não reparei no senhor que se postava as minhas costas. Confesso que tomei um pequeno susto ao me deparar com ele, me olhando tão intensamente que me senti um tanto constrangido. 
Encarei aquele olhar inquisidor, invasivo e ao mesmo tempo tão familiar, tão acolhedor, que me flagrei tentando lembrar de onde conhecia aqueles olhos, aquele sorriso sereno de boas vindas, aquela delicadeza no canto dos olhos, olhos tão enrugados e tão serenos, as pupilas dilatadas, as órbitas esverdeadas, lagos profundos a espera de um mergulho intenso.
Não tive muito o que fazer além de oferecer um sorriso e um bom dia.
Ele me retribuiu o mesmo sorriso, o mesmo olhar, tão intenso que me senti constrangido e tive que desviar os olhos por um segundo. Quando o encarei novamente, nada de diferente havia acontecido. Ele continuava com o sorriso, com as rugas, com os olhos brilhantes. 
Senti um pequeno nó na garganta, e voltei atenção para os meus livros, dando alguns passos para o lado.
Para minha surpresa, ele me acompanhou, mantendo sempre uns dois passos de distância, mas ainda assim me contemplando com uma admiração perturbadora.
Perguntei se estava tudo bem, se precisava de algo, mas tudo que tive como resposta foi um leve manear de cabeça, e o sorriso. Aquele sorriso que eu não via a tanto tempo.
Mais uma vez voltei minha atenção aos últimos lançamentos, mas não resisti a encara-lo uma vez mais.
Dessa vez uma moça loira se aproximava com um exemplar de luxo de As Crônicas de Nárnia nas mãos. Ele olhou para ela com o mesmo sorriso, mas agora ainda mais iluminado, e olhou para mim, apontando com a cabeça, como se quisesse mostrar um tesouro encontrado.
A loira segurou em seu braço, e suavemente o puxou. Ele recusou o convite para saída e continuou a me olhar, cada vez mais intensamente, mas não dizia nada.
Ela me encarou e o puxou novamente..
- Vamos, não é ele. 
O seu sorriso parecia não ter fim, um girassol florido em uma manhã ensolarada.
- Não é ele. Nós precisamos ir embora.
Eu começava a não entender. Ele quem? Afinal de contas, quem eu não era?
Entre esses pensamentos, ele esticou a mão e tocou em meu rosto. O toque foi tão sutil que me fez sentir um arrepio por todo o corpo. Me tocou com a ponta dos dedos, e depois deslisou suavemente pelo meu rosto até meu queixo. Fiquei tão fascinado com aquilo que não pude conter um sorriso.
Encarei a moça loira e ela tinha os olhos vermelhos e molhados.
- Não é ele pai. Vamos...
E me encarando disse em quase um sussurro.
- Ele tem Alzheimer... Pensa que você é meu irmão...
Senti meu coração se despedaçar. Era como se tudo ao meu redor sumisse e eu sentisse apenas um vazio.
- Vem pai. Vamos pra casa.
Ele estendeu a mão e tocou meu rosto mais uma vez. Antes de ir, colocou a mão no bolso e me ofereceu uma bala de leite. A minha bala preferida, e se foi. Demorei algum tempo antes de retirar o papel, e quando coloquei a bala na boca, eu sabia que nunca mais provaria algo tão doce. Nunca mais provaria algo que pudesse adoçar a minha alma.

sábado, 2 de agosto de 2014

Certeza

Quando ali de cima

Meus olhos encontrarem com os seus

Eu terei certeza

Que nunca lhe direi adeus



E quando os fios de cabelos encobrirem o teu véu

E tuas mãos envolverem os dedos meus



Não precisarei lhe dizer nada

Saberei que tu és minha

E saberás que sou teu

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Noites de amor

As noite ruins reservam grandes poemas.

Mas as noites de amor guardam as grandes histórias.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Toda estação

Estou feliz por você

Estou feliz por mim

Estou feliz por nós dois



Quando o tempo para

E tudo passa

Deixa pra depois



Em todo dia

Toda hora

Toda estação



Abrindo o sorriso

Apertando o abraço

Não largando sua mão

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Distância

Mais um dia sem te ver

E eu não consigo entender

Essa distância que maltrata

E não importa o que eu faça

Não consigo ter você


Tudo piora nos dias de chuva

Enquanto te espero

Lembrando das uvas

Esperando na cama 

Ou deitado no chão

Vendo teus olhos

Perdidos na multidão


E não bastasse a distância

Ainda há o silêncio

Sem saber como falar

Sem saber o que há aí dentro

E te querendo por perto vou ficando afastado

Me trazendo de volta pro meu quarto gelado

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Letra serena

Se eu te escrever um poema

Mesmo pequeno, de letra serena

Tu vens correndo para mim?

Ser só minha, ser minha linda e me amar assim

Pra te cuidar e te olhar, até o dia ter fim

E te amando e sendo amado, somos felizes enfim.

Caminhante

Sempre dê ao menos um passo em direção ao seus objetivos todos os dias. E quando eu digo todos, eu digo todos mesmo. Ao final do ano, você terá percorrido 365 passos enquanto aqueles que deixaram as coisas para depois, talvez não tenham percorrido nenhum.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Ponto final

Estou cansado de justificar tudo que escrevo. 

Cansado do tom impessoal contido nas frases, nos olhares vagos e nas despedidas vazias. 

Eu não preciso do seu perdão, não preciso da sua compaixão. 

Por vezes o ponto final é mais importante do que a vírgula. 

Pra mim basta. É o meu ponto final.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Resposta

Talvez as respostas demorem a chegar.
E quem sabe o dia não tarde a raiar.

Com as respostas pra todas as suas perguntas.
Com minha vida enlaçada a tua vida e juntas.

Escrevendo no papel os teus versos.
Tuas rimas, e palavras e números no universo.

Como um sudoku tão belo e sem solução.
Um mistério incrustado em seu coração.

Mostrando que o que gente gosta se perde na neblina.
E as respostas as vezes nem a vida ensina.

E como uma Esfinge ousada eu te imploro.
Mesmo que você me decifre, ainda assim te devoro.

sábado, 28 de junho de 2014

Presente de aniversário

"- Desta vez te darei a pequena. Na próxima vez, quem sabe eu te leve pra ver a verdadeira. 
Ela fechou os olhos e suspirou, deixando as palavras sumirem aos poucos. Virou-se lentamente me olhando profundamente, um misto de alegria e medo brotando incessantemente do seu rosto.
- Você é tão linda! - eu disse, tirando os cabelos que caiam, encobrindo um pouco dos olhos. Ela ficou vermelha, e me lançou um sorriso tímido.
-Mais quando a gente fica vermelho, não é o mesmo que dizer "sim" ?
Ninguém disse mais nada. Como sincronizado, nossos corpos se encontram e por um longo tempo, nada parecia mais importar...

sábado, 21 de junho de 2014

Medo

Eu sei que você está me lendo
E sei que vai me entender
Que eu tenho medo de ter você
Tenho medo de te perder

Não sei mais do que o agora
Mas sei que a saudade dói
Dói a espera e a demora
E quando estamos juntos eu não quero mais partir
Nem quando você me pede baixinho, quase sussurrando
Dizendo pra eu ir

Eu perco a noção do quando é noite e quando é dia
E mesmo na noite fria teu sorriso me transborda de alegria
Seus olhos brilhando de timidez em outra direção
As luzes da noite envolvendo nós dois, o quarto a cama e o colchão

Fazendo os medos se perderem na neblina
Cada vez que da nossa vida eu abro a cortina
E quando meus dedos tocam a tua pele fria

Eu tenho certeza que te quero mais que mais um dia.

sábado, 14 de junho de 2014

Melhor assim

Talvez sejam os bom dias sem resposta

Talvez seja nossa vida sempre a mostra

Que nos leva pra longe e te afasta de mim

Que me faz pensar que talvez seja melhor assim

sábado, 7 de junho de 2014

Coisas Simples

Coisas simples as vezes não sei.

O que me mata é o quase, o talvez.


Talvez te escreva pedindo que fuja.


Com teu vestido mais belo, dançando na chuva.


Sorrindo de longe, e olhando pra mim.


E eu te vendo de perto, como um anjo assim.



Coisas simples, as vezes não sei

Mas, sei o tanto que o amarei


Os lugares que o levarei...


Com um belo vestido,


ou uma calça surrada


Dançarei contigo, 


Debaixo do sol, da lua, na chuva, nas poças d'água!


(Obrigado)

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Asas pra voar

Você me pede asas para voar

Eu te digo que o céu é o limite

Mas limite do que se meus pés tocam o chão

Será que minhas palavras tocam teu coração?

domingo, 27 de abril de 2014

Intensidade


Eu me apaixono e desapaixono com a mesma intensidade
Mas não é com você o problema
Sou eu, sempre eu
Talvez eu não desapaixone

Eu apenas me apaixono novamente
Me apaixono por mim
Volte a me amar acima de tudo, e acima de nós

Isso é algo que eu consigo lidar

E você, consegue controlar isso ao se apaixonar por mim?

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Manhã ensolarada

Se te busco em tua casa

Com a luz do sol em uma manhã ensolarada

E tu chegas a mim com o passo sem pressa

Com o rosto sem cores, de pupila pequena

Com o sorriso brotando como uma flor de jasmim


Trazendo a alegria pra dentro de mim

E me envolve em um abraço apertado

Me fazendo sentir querido, me sentir desejado

E quando me solta de teu corpo pequeno

Teu perfume me envolve de um jeito sereno

Por mais que se vá, e não volte de dia

Tua presença me envolve o dia todo

Me enchendo de alegria

Equilíbrio

Mesmo que seus planos sejam distantes dos meus
Você dizendo olá
Eu sempre dizendo adeus
Teu equilíbrio vai fazer parte da vida minha
E eu vou fazer completa as tuas noites tão sozinhas.

Das brigas, discussões e palavras duras
Eu envolvo o teu corpo em um abraço
Enlaço a tua cintura nua
Te olho de perto, sem te pedir perdão
Te levo comigo, segurando e tua mão.

Não quero ser perfeito pra nós dois
Nem deixar os sorrisos ficarem pra depois
Quero teu equilíbrio 
Acompanhando meu dia
Quero nossas vidas
Transbordando de alegria.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Mais uma vez

Que seu amor me salve
Me abrace, me envolva, me acalme 
Na noite fria ou na manhã de verão
Traga pra dentro do meu o seu coração

E que eu tenha sempre seu carinho
Tão suave, como a flor sem espinho
Pra me chamar pra mais perto 
Me levando pela mão 
Me mostrando o que é certo

Me leve pra longe ou pra perto talvez
Me peça pra ficar, e me ame outra vez
Toque em meu rosto com seu toque mais leve
Prometa me amar, mesmo que seja tão breve

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Eu não sou bom nisso

E a noite chega novamente
Traz pra perto, pra dentro o cheiro da gente
Mesmo que seja uma noite quente
O frio me envolve com sua presença ausente

Eu sei que sou eu o culpado
Que vou seguindo, fazendo tudo errado
Te querendo por perto, querendo do lado
Eu tomo as decisões, e faço teu corpo ficar afastado

Com dois ou três versos eu faço um poema
A distancia não diminuí e a cama continua pequena
E te querendo, vou te deixando, voar como pena
Te vendo voando, vou me deixando na noite serena

terça-feira, 18 de março de 2014

Gosto de chuva


E a chuva persiste, insiste e se sente bem em ficar

Com seu barulho, seu cheiro, sua suavidade em estar
Eu do seu lado, de corpo molhado a te amar
Querendo um beijo, ou todos os beijos pra te beijar


domingo, 16 de março de 2014

Pequenos gestos de uma garota antissocial

Ela ergueu o olhar dos papéis depositados a sua frente e encarou o relógio. Os ponteiros caminhavam preguiçosamente em direção às 5 horas da tarde.
A sua volta as mesas se agitavam com pessoas entusiasmadas com a chegada do fim de semana, os celulares sendo sacados constantemente com as trocas de mensagens, as caixas de entradas dos e-mails sendo tomadas com mensagens felizes e piadas de final de semana.
Todos pareciam extremamente felizes.
Menos Simone.
Da sua mesa ela observava quase hipnoticamente os ponteiros.
-Só mais 30 segundos; ela pensou, quando o grande ponteiro vermelho tocou o numero 6 do relógio.
-Só mais 30, 29, 28, 27...
Estava tão absorta com sua contagem regressiva que quase não reparou na notificação de nova mensagem em sua caixa de entrada. Por um momento sentiu-se confusa e esqueceu-se da contagem. (26, 25, 24, 23...)
Uma mensagem àquela hora era rara. Só seu chefe mandava e-mail naquele endereço. E quase nunca era no final do expediente, principalmente em uma sexta feira.
Clicou com o mouse na caixa de entrada e abriu a mensagem.
“-Happy Hour NOW!!!”
A mensagem com letras garrafais e uma foto de Homer Simpsons segurando sua famosa Duff surgiu em sua tela.
Sob o texto todo, a pequena assinatura personalizada com flores identificava o e-mail.
"Mary"
Durante toda a semana, Mariane havia insistido para aquele happy hour. Simone sempre desconversava e postergava o assunto.
Não era sua praia, ela dizia. Mas ainda assim, Mariane insistia. As duas eram grandes amigas, próximas o suficiente para que Mariane soubesse o quanto Simone estava sozinha.
Simone ergueu o olhar da tela do computador e viu Mariane a encarando com um sorriso imenso e ambos os polegares voltados para cima. Simone arqueou as sobrancelhas com uma expressão de -"tem certeza disso?”.
Mariane juntou as mãos em sinal de prece e fez um gesto de implorar.
“-Pleaseee?!” - Simone podia ler em seus lábios. A amiga adorava usar seu vasto conhecimento na língua inglesa durante os momentos de súplica, elogios ou agradecimentos.
Respirou fundo e soltou o peso dos ombros, revirando os olhos como se entregando os pontos.
-Tá bom, tá bom...
Do outro lado da sala Mariane jogou os braços para o alto como se comemorasse um gol.
Apanhou a bolsa e veio correndo em direção da amiga.
Simone juntou as coisas e encarou os ponteiros do relógio: 3, 2, 1. O relógio marcou 5 horas e todos partiram excitados para o final de semana.

quinta-feira, 13 de março de 2014

First Kiss

Nada como o primeiro beijo.
Eu gosto da cumplicidade do beijo, da intimidade que ele leva, que ele provoca.
Gosta do movimento das mãos, do carinho que elas representam, buscando explorar e proteger a pessoa amada, aquela pessoa que você tem (ou que tem você) nos braços.
Eu gosto da entrega que existe durante o beijo.
Os movimentos podem ser inseguros, indecisos momentos antes, mas quando os olhares se cruzam, quando o tempo para naquela fração de segundo, então tudo acontece.
Gosto da ausência de sons que esse momento provoca.
No vazio que se cria durante o encontro dos lábios, da forma como eles se tocam, mesmo de olhos fechados, sabendo exatamente a hora de se juntarem, de pressionarem, de se experimentarem.
Não existe nada como o primeiro beijo.
O sorriso que brota tão naturalmente, antes, durante e depois, a alegria que estar vivendo algo único, algo que só aquelas duas pessoas vão poder compartilhar.
A vontade de não parar mais, e de querer olhar de perto, e sentir novamente e mais e mais e mais...

terça-feira, 4 de março de 2014

Depois do banho

Eu ainda me lembro da forma como você saía do banho.
A forma como se enrolava na toalha, com os cabelos desgrenhados, e a cara de sono.
Lembro dos olhos apertados, com algumas rugas se formando enquanto reprimia um sorriso, ou quando fechava a cara de mau humor, uma xícara de café fumegante nas mãos.
Lembro que ficava te olhando assim, da cama, entre os lençóis e travesseiros que acabávamos de bagunçar.
Algumas gotas de água ainda escorrendo pelo corpo, as belas formas esculpidas entre suas curvas, aquelas curvas que eu conhecia tão bem.
Você parava de frente ao espelho, mas os seus olhos não enxergavam nada, não viam o seu reflexo.
E eu ficava ali, apenas observando, esperando você acordar novamente, me enxergar de novo e voltar para mim.