quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Texto de Aniversário

"Acho que... prefiro me lembrar de uma vida desperdiçada com coisas frágeis, a uma vida gasta evitando a dívida moral"...



Você gostou tanto dessa frase que eu não tive como iniciar o seu texto de outra forma.



Você não me pediu nada, e eu não prometi nada. Disse que escreveria seu texto de aniversário, assim como poderia dizer que te compraria um cartão barato em um bazar qualquer.



Também disse a você, que pensei em escrever um poema.



Mas poemas têm rimas, são doces, suaves, tem cadência, tem lógica.



E você não é nada disso.



Você é ilógica.



Você é tempestade e brisa suave. É tormenta e calmaria. É ódio e perdão.



Por isso, Gaiman consegue iniciar seu texto tão bem. Você ama as coisas frágeis. Você se apega a elas como se elas não fossem acabar... Mas, elas acabam. E você sabe disso, Deus como você sabe.



A chama da vela acessa por segundos enquanto o vento insiste em soprar por todos os lados, o perfume da flor de papel feita as pressas, o sorriso cúmplice entre palavras.



E mesmo assim, mesmo amando as coisas frágeis, esperando pelo momento delas se despedaçarem, você consegue ser feliz. E irradia felicidade, e amor, e esperança, mesmo que não saiba, mesmo que não queira.



Que sua vida seja assim. Amando aquilo que os outros não sabem amar, desejando aquilo que todos desistiram de buscar, encontrando o que os homens normais nunca foram capazes de encontrar.



Traduzo meu único desejo usando minhas próprias palavras:



"Garota de vidro, não deixe que o mundo te faça em pedaços."




Feliz aniversário.

domingo, 18 de outubro de 2015

Gratidão

Devemos ser gratos aos erros da nossa vida. As grandes decepções, aos fracassos.

Ser gratos por tudo de errado que aconteceu, pois sem isso, não estaríamos onde estamos agora.

A gratidão à falha é uma dádiva. Agradeça a quem te machucou, a quem te fez sofrer. 

Um dia sentaremos em uma grande mesa e colocaremos as nossas cartas, e eu garanto que vou ter um par de ases nas mãos.

domingo, 4 de outubro de 2015

Vamos embora

E até quando vamos querer as mesmas coisas, sonhar os mesmos sonhos, planejar os mesmos planos?

Quando vamos deixar de saber o que todo mundo sabe, ou querer o que todo mundo quer?

E quando vamos começar a girar esse mundo e fugir dos nossos pontos de estagnação?

Não é a velocidade, é a direção que importa. E sendo assim, qual a direção que estamos seguindo?

Percorrer os mesmos caminhos não vai nos levar a novos destinos. 

Aquela trilha amassada já levou muita gente ao mesmo lugar. 

E a pergunta é: você quer chegar ao mesmo lugar que eles? Quer a mesma zona de conforto deles, ou quer criar sua própria trilha?

Se quiser o mesmo caminho, talvez encontre o que procura.

Se quiser um caminho novo, eu te canto uma canção:

"Então vem, vamos embora, que esperar não é saber.
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer..."

Vamos embora?

A distância entre dois pontos

A gente começou a namorar no instante em que nos conhecemos, na primeira frase, na primeira mensagem.

É claro que nós não sabíamos disso. 

Nenhum dos dois sabia. Um estava perdido e o outro tentando se encontrar
.
Mas não confunda estar perdido com tentar se encontrar. 

São coisas totalmente diferentes, ainda que parecidas.

Mas foi assim que começamos.

A gente se apaixonou no momento em que falamos oi.

Começamos de uma maneira suave e simples. 

Duas pessoas que precisavam um do outro, mas não faziam ideia disso.

E começamos a sentir alegria na presença e tristeza na ausência.

- Mas o que está acontecendo comigo? - pensamos...

Começamos a sentir que aquele bom dia, aquele sorriso fazia falta. 

Começamos a corar com os elogios e suspirar na hora de dizer boa noite.

Começamos a passar as horas ao telefone, mesmo que no dia seguinte fossemos morrer de sono.

E chegou uma hora que pensamos: - mas por que não?

Porque é loucura! - diziam. Porque é longe. Porque não vai dar certo.

Mas um é teimoso, e outro é otimista. 

E a teimosia de um, com o otimismo do outro se juntaram. E se uniram, e perceberam que a dois é melhor. E que se quiser de verdade, a gente faz. A gente inventa. Mesmo sendo duro. Mesmo sendo longe.

E transforma dia em noite. 

E transforma a distância em apenas uma palavra usada para definir o espaço entre dois pontos que se unem.