Eu gostaria mais uma vez de agradecer o carinho.
Os recados, os comentários me deixam muito feliz, me motivam a continuar escrevendo.
Gostaria de pedir as pessoas que comentam, que deixem seus nomes quando possível.
Mesmo que eu não as conheça, é muito importante para mim saber seus nomes. É por vocês que eu escrevo, é em vocês que eu penso quando termino um conto. Aquela ansiedade, aquela apreensão, aquele momento de, "será que eles vão gostar?".
Muito obrigado a todos os leitores da Fábrica!
A Fábrica só existe por vocês!!!
Obrigado por visitarem A Fábrica. Esse blog nasceu da minha vontade de escrever, e do entusiasmo das pessoas que gostam de ler o que eu escrevo. Eu espero que vocês encontrem aquilo que buscam dentro da Fábrica. Muito obrigado a todos que me deram força e que acreditaram nos meus contos. A Fábrica dos Contos hoje só existe por obra de vocês.
sábado, 23 de junho de 2012
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Hérica
Parou demoradamente em
frente ao espelho. O vestido rodado espanhol, presente de aniversario de sua
prima, fazia com que a curva suave da cintura se acentuasse ainda mais. Tinha
os olhos pesados de maquiagem escura, fazendo suas sobrancelhas negras ficarem
ainda mais evidentes. As maçãs do rosto estavam pintadas de vermelho e os
lábios eram delicados como seda. Procurou um sapato de salto que combinasse com
o vestido. Encontrou seu Louis Vuitton favorito junto à bolsa. Todos os
presentes caros de amigos queridos. Lembrou de cada um deles com carinho.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Perfume
Eu não tenho o melhor perfume, nem tenho a fragrância mais marcante. Mas quando meu perfume se mistura ao seu, o resultado é inesquecível.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Silêncio
O teu silêncio
grita, sussurra, implora.
Pede que eu vá,
pede pra vir. Olha-me nos olhos e me pega pela mão.
Teu silêncio é
ralo, é raro, é profundo. É tocável, de tão denso que chegar a ser.
Teu silêncio diz
meu nome, e pinta ele junto do teu. Brinca comigo, me faz de João bobo, me
joga, me leva, me busca. E chega uma hora que ele morre, deixa de ser silêncio pra
ser o leve som da sua voz me levando mais uma vez ao encontro da sua boca.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Poema
Eu queria te escrever um poema.
Daqueles bonitos, de letra pequena.
Num papel colorido, marcado de giz.
Com uma melodia
alegre e um final feliz.
Escrever algo de frente ao espelho.
Olhar em teus olhos, afagar-lhe os cabelos.
Acariciar o teu rosto, te fazer sorrir.
Desenhar um baú só pra você abrir.
No papel eu escrevo com letras douradas.
Sob o céu escuro e a noite estrelada.
Num parágrafo te peço pra deitar e sonhar.
E me encontrar em teus sonhos e não querer
acordar.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Max
A bolha que o incomodava
desde o começo da viagem finalmente se rompeu. –Merda.- limitou-se a dizer.
Sentiu o liquido escorrendo pelo tornozelo encharcando ainda mais o seu
confortável e moderno calçado de caminhada. Lembrou-se do vendedor simpático no
momento da compra. -É nosso ultimo modelo senhor –afirmava- Com ele o senhor
vai se sentir com os pés nas nuvens. -Eu poderia sentir meus pés em qualquer
lugar naquele momento, menos nas nuvens. A quantidade de adjetivos e nomes
difíceis que foram usados para descrever todas as funções de calçado levou mais
tempo do que a venda em si. Solado antiderrapante, kevlar, colunas de absorção de impactos. Senti-me
comprando uma nave espacial, a dizer pelo preço pago. -O clima a nossa
volta era agradável, mas quando você tem os pés acostumados a conviver dentro
de sapatos italianos e escritórios refrigerados, caminhadas ao ar livre não são
bem as melhores opções de lazer. A clareira em que nos encontrávamos era
repleta de arvores altas, flores coloridas e uma estrada enlameada. Os
cascalhos soltos faziam com que você se sentisse em um ringue de patinação
improvisado, fazendo com que cada passo fosse uma aventura. –Tudo bem, havia dito a mim mesmo. Uma
vez na vida não vai me matar. -Eu começava a me arrepender daquela afirmação.
terça-feira, 12 de junho de 2012
A hora certa
As
coisas não acontecem na hora certa. Não se iluda.
As
coisas acontecem o tempo todo. É a mágica diária, ou como Joe costumava chamar,
de "Alquimia de leigo garoto!"
O
que acontece, é que a gente se apega somente aos momentos em que as coisas
fazem a diferença. Não reparamos naquele bom dia que recebemos diariamente,
naquele sorriso, no abraço, na gargalhada com os amigos. Mas quando precisamos,
quando estamos necessitados, carentes, seja de afeto, de atenção ou de tantas
outras coisas, nesse momento, quando você recebe um bom dia, ai sim você acha
que "aconteceu na hora certa!" E
os outros “bom dias”, os outros abraços, os outros sorrisos aconteceram na hora
errada então? Aqueles não fizeram diferença?
Pense
nisso. A hora certa para que?
Faça
cada hora do seu dia ser à hora certa. Não espere que alguém lhe diga quando é.
Faça valer à pena.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Eu ainda espero
Eu espero por você, mas você nunca vem.
Eu corro pra perto, eu volto pra longe, mas você foge também.
Meus olhos te seguem, minhas mãos te seguram, mas você vai além.
E grito seu nome, além do horizonte eu não encontro ninguém.
Prendo-te comigo, em um abraço apertado, mas você se mantém.
Eu fico sozinho, sentado em um canto, mas pra você tudo bem.
E tudo que eu sei, é que eu espero por você, mas você nunca vem...
domingo, 10 de junho de 2012
Considerações.
Eu gostaria de agradecer aos meus leitores, e eu espero que sejam vários. Gostaria de dizer, que a maioria das postagens que vocês vão ler são coisas antigas, os contos de verdade estão nascendo agora. Então, diversos textos menores não tem título. Vou colocar algum título só pra aparecer, então peço a compreensão para os possíveis títulos sem noção. = ) Obrigado!
Eu te vejo
Eu te
vejo. Mesmo quando você pensa que esqueci, mesmo quando eu fico longe, fico
mudo,
fico surdo. Eu vejo você mesmo quando você não me vê.
sábado, 9 de junho de 2012
Mudança
Dedicado a Ana Carolina. = )
E assim, de
repente, decidiu mudar.
E decidiu ser diferente do que era.
E decidiu crescer.
E soube realmente o que é ser feliz.
E o que é amor.
E simplesmente
soube.
Soube que o dia termina a meia noite, mas que tem
dias que são tão longos, que as próximas
semanas podem ser pequenas para
comporta-los.
Soube que a felicidade não tem hora, não tem dia e
nem tem prazo de validade. Ela acontece
sem avisar, e termina, também (claro)
sem avisar. Mas o que fica dela é o que importa, e se
você não souber sentir
isso, então fica bem complicado.
E soube que o que vale são os momentos.
Principalmente os maus momentos, por que é com
eles que você descobre quem
está, quem estava e quem vai continuar ao seu lado.
E teve certeza, que tudo que sabia não era nada. E
o que aprendeu hoje pode ser o
necessário pra amanhã, e talvez fosse ainda mais
necessário ontem, mas como já passou,
decidiu viver o agora.
E soube realmente que o que importa é esse segundo,
e o batimento mais importante é o
próximo, e se o minuto seguinte não
acontecer, não haverá oportunidades de se desculpar,
nem de ligar e muito menos
de abraçar.
E simplesmente, decidiu viver.
Despedida
Eu preciso que entenda amor.
O fato de te deixar agora não significa que te ame menos, ou que em algum
momento tenha deixado de te amar.
Pelo contrário.
Deixo-te antes que seja tarde de mais pra conseguir ser forte novamente por nós
dois.
Deixo-te com a certeza que preciso me preparar pra ser melhor que ontem, e ainda
assim, que posso ser ainda melhor amanhã.
Preciso que entenda...
Temo não ser forte o suficiente nesse momento, e te deixo com a certeza que nossos
corações nunca baterão isoladamente. Com a certeza que o meu amor repousa em
segurança junto ao teu.
Deixo-te com a convicção de que o próximo encontro será tão doce como o primeiro.
E o próximo beijo, e próximo dia, e os próximos sonhos, e os próximos anos, serão os
primeiros (e os últimos) do restante de nossas vidas...
As asas da borboleta
Está historia deve ser
lida como uma oração. Uma prece silenciosa no meio da noite. Como um apelo
solitário de alguém que não tem mais nada a perder.
Foi assim que eu a
conhecei.
Não sei dizer se era
dia ou noite, da mesma forma que não saberia dizer se era primavera ou verão. Não
importa. Rosas teriam o mesmo perfume se tivessem outro nome.
Eu a conheci assim. No
silêncio, no escuro, sozinha. As várias garrafas que lhe faziam companhia em
sua mesa, não eram precisamente as melhores testemunhas das nossas primeiras
palavras. Mas foram as únicas.
Dizem que seu coração
sabe a hora certa e a pessoa certa. Mas depois dos 40, dos 45; bem, às vezes
não faz mais tanta diferença ser a hora e nem o seu coração saber de algo.
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