quinta-feira, 9 de abril de 2015

Diante do nariz

E eu te perdi em uma esquina qualquer.
Deixei de ser homem, criança ou mulher

Esqueci o cheiro que passava do teu peito para o meu
Segurando cada lágrima, em toda a tristeza, sem saber dizer Adeus

O que nos aconteceu?
Alguém consegue explicar o que aconteceu?

Enquanto esperava o abraço que não veio
Ficando lá fora, de saudades o coração cheio

Mas tudo que chegou foi a solidão
Me deixando largada, deitada no chão

Metade de mim indo embora
E agora?

Fico lá dentro ou vou lá pra fora?

Te procuro onde sempre te achei
Te acho onde nunca procurei?

E de sonhos e lendas eu vivo
E enquanto não te tenho comigo
Faço da saudade, e da tua presença meu melhor ombro amigo.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Contando estrelas

Talvez agora não seja bem a hora de contar as estrelas amor. 

Talvez seja mesmo o momento de contar moedas, de ouvir elas tilintarem, e sentir elas escorregando por entre nossos dedos.

Talvez seja a hora de esquecer o céu apenas por um segundo, e concentrar cada pedaço das nossas forças na estrada que se abre em nossa frente, fazendo poeira pairar sob nossos pés, e sentindo o vento que bate de encontro ao nosso rosto.

Um passo hoje, outro depois. Eu sempre disse que seria assim.

E amanhã quem sabe, o céu novamente seja apenas o começo, e nada mais seja limite.

Que o amanhã comece logo."