Eu dou um passo por dia.
As vezes dou dois ou três, mas não existe um dia em que eu não dê um passo em direção aos meus planos.
Por isso eu digo, façam planos.
Façam planos, tracem as suas metas e definam seus objetivos.
Defina os prazos pra atingir cada um deles, e trabalhe para que esse prazo seja alcançado.
Pergunte a você mesmo: onde eu quero estar daqui a 5 anos. Ou daqui a 5 meses. E o que eu preciso fazer para chegar lá?
Não confunda competência, com sorte. Não confunda disposição com estagnação.
Não fique parado. Dizem que a única coisa que cai do céu é chuva, e na verdade, até a chuva está custando a cair.
Então, deem também um passo por dia. O importante é a direção tomada, e não necessariamente a velocidade com que se percorre o caminho.
Faça com que os seus planos, se tornem realizações, e faça com que essas realizações lhe motivem a querer conquistar ainda mais.
Mas por favor, não confunda realizações com grandeza. Comece realizando aquilo que é possível, aquilo que é pequeno. Não caia na armadilha da ganância, nem do desmerecimento.
Não se superestime, e muito menos, se subestime.
Defina os seus objetivos e os vá alcançando um a um, igual a uma fase de video game.
Você nunca começava o jogo do Mário enfrentando o Bowser.
Mas vá em frente. Dê os seus pequenos passos, até que seus pés não toquem mais o chão.
E quando conquistar tudo aquilo que desejou, esqueça por um minuto de todos os bens materiais.
Pare de contar as moedas.
E vá contar as estrelas.
Obrigado por visitarem A Fábrica. Esse blog nasceu da minha vontade de escrever, e do entusiasmo das pessoas que gostam de ler o que eu escrevo. Eu espero que vocês encontrem aquilo que buscam dentro da Fábrica. Muito obrigado a todos que me deram força e que acreditaram nos meus contos. A Fábrica dos Contos hoje só existe por obra de vocês.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
The girl of glass
Garota de vidro
Quando a luz bate em teus lados ela reflete ou refrata?
Para onde vão os raios de sol
Pra onde vai a luz tão exata?
E esse arco íris que se forma sob a forma tua
Iluminando meu dia, minha vida e a rua?
Garota de vidro, por onde andaras agora?
E por que quando chega, tão depressa vai embora
O que te faz ficar assim afastada
De lado, tão longe e assustada
O que aconteceu com o brilho teu
Será que ainda lembra daqueles versos tão seus?
E de cristais vou montando um painel delicado
E com cacos de vidro, encontro teu sorriso gelado
Garota de vidro, eu sei que você nunca se foi
Mesmo quando dizia adeus, eu dizia oi
E agora tão longe por entre as montanhas
Eu ouço tua voz, e ela não me parece estranha
Quando a luz bate em teus lados ela reflete ou refrata?
Para onde vão os raios de sol
Pra onde vai a luz tão exata?
E esse arco íris que se forma sob a forma tua
Iluminando meu dia, minha vida e a rua?
Garota de vidro, por onde andaras agora?
E por que quando chega, tão depressa vai embora
O que te faz ficar assim afastada
De lado, tão longe e assustada
O que aconteceu com o brilho teu
Será que ainda lembra daqueles versos tão seus?
E de cristais vou montando um painel delicado
E com cacos de vidro, encontro teu sorriso gelado
Garota de vidro, eu sei que você nunca se foi
Mesmo quando dizia adeus, eu dizia oi
E agora tão longe por entre as montanhas
Eu ouço tua voz, e ela não me parece estranha
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
Quase 30
E mais um ano se passou garoto, assim tão rápido.
E que ano, não é mesmo?
Lembra quem você era ontem? Consegue enxergar quando você estava ali atrás?
Lembra aquelas palavras que você me disse, da boca pra fora no começo, apenas pra tentar me impressionar, e consegue se ver agora, cumprindo tudo aquilo que você em um determinado momento nem planejou?
Você se lembra do medo que sentiu no começo, e o frio na barriga, e o desespero de quando você achou que não daria mais certo? Lembra-se de quantas vezes você me disse que iria desistir? Das noites que passou chorando, e das manhãs em que não quis acordar?
Ainda consegue se lembrar do momento que o frio na barriga se transformou em calorzinho no peito? Lembra de quem esteve ao seu lado durante todo esse tempo? Consegue ver o sorriso?
E agora meu velho, você está aqui, tantos passos a frente de quando tudo isso começou. Transformando aquele seu pequeno castelo de areia, em uma grande fortaleza de pedra.
Tantas coisas passaram, e você cresceu tanto, tanto e eu sinto tanto orgulho de você. Aquele garoto acanhado se transformando em um homem respeitado.
Tudo bem, você hoje não pode usar mais a barba que sempre gostou, mas hoje você pode usar a sua voz, que você sempre gostou ainda mais.
E tudo que te desejo meu velho, é que você continue crescendo assim, dessa forma simples e intensa, e que por mais que esteja duro, por mais que você queira desistir, por favor, não desista. Eu vou estar aqui com você.
Você vai mudar o mundo garoto.
E que no ano que vem eu volte aqui pra lhe falar mais uma vez que mais um ano se passou.
E já teremos 30, assim, tão rápido.
Eu amo você.
sábado, 20 de dezembro de 2014
Final de ano
E nessas horas eu sinto uma falta do caralho de você velho. E sei que coisa nenhuma, nem felicidade nenhuma pode preencher.
Eu espero te ver ali do lado, naquela cadeira de balanço empoeirada, ou brigado com a gente por causa do seu sofá.
E sei que os finais de ano não tem mais o mesmo sabor, nem o mesmo cheiro, nem coisa nenhuma que tinha antes.
E eu fico te procurando nas estrelas, nas musicas que me levam pra perto de você, enquanto sinto as lágrimas escorrendo pelo meu rosto.
Caramba velho... é tão egoísta, mas por que você tinha que partir?
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Lampejo de felicidade
Eu me sentei de frente a ela. Não sabia muito bem o
que fazer com as mãos e com a direção do meu olhar. Encarei a parede por um
momento, depois a ponta dos dedos e por fim encarei o seu olhar. Havia um
brilho estranho na sua expressão. Por fim, falei as palavras que vinham
travando em minha garganta há alguns dias.
- Eu amo você.
Senti de longe seus ombros retesarem.
- Eu te amo e isso está explícito em todos os meus
atos, em todos os sinais que meu corpo revela.
Meus braços pedem por seu abraço, minhas mãos
querem percorrer os contornos do corpo teu, meus olhos querem fixar nas suas
órbitas e minha boca clama pelo toque dos seus lábios.
Respirei fundo e continuei.
- Eu te amo, e isso é evidente. Mas eu não gosto mais
de você. Eu gosto mais de mim nesse momento. Agora o seu nome tem um gosto
estranho em minha boca, e a lembrança do seu rosto me traz borboletas no
estômago. O som da sua voz maltrata meus ouvidos, e não é isso que eu quero,
não é isso que eu desejo pra nós dois. Prefiro te amar a distância e amar
apenas a sua lembrança, do que amar você de perto e não gostar de você como
você merece.
Pareceu uma eternidade até que ela respondesse alguma
coisa.
- Mas sempre foi assim!
Ela jogou as palavras sobre mim como se fossem pedras.
- Sempre foi assim, poxa. Você está louco pra agir dessa maneira?
Eu tive que sorrir. Um sorriso cansado, de canto de boca, mas foi a única reação que eu consegui esboçar antes de responder.
- Você acha que eu estou louco? Loucura é você fazer a mesma coisa, todo maldito dia, e ainda assim esperar que a porcaria da nossa vida mude. Isso é loucura. Você fica parada esperando, esperando. E quando você notar, já terão passados todos os anos que você prometeu que seriam bons. E os melhores dias e as melhores noites terão ficado pra trás. Você vai levantar do sofá e não vai se encontrar fora dele. O sol vai queimar seus olhos, o som do vento será ensurdecedor. É isso que você espera tanto que aconteça? É isso que você acha normal? Quer continuar assim até quando?
Ela jogou as palavras sobre mim como se fossem pedras.
- Sempre foi assim, poxa. Você está louco pra agir dessa maneira?
Eu tive que sorrir. Um sorriso cansado, de canto de boca, mas foi a única reação que eu consegui esboçar antes de responder.
- Você acha que eu estou louco? Loucura é você fazer a mesma coisa, todo maldito dia, e ainda assim esperar que a porcaria da nossa vida mude. Isso é loucura. Você fica parada esperando, esperando. E quando você notar, já terão passados todos os anos que você prometeu que seriam bons. E os melhores dias e as melhores noites terão ficado pra trás. Você vai levantar do sofá e não vai se encontrar fora dele. O sol vai queimar seus olhos, o som do vento será ensurdecedor. É isso que você espera tanto que aconteça? É isso que você acha normal? Quer continuar assim até quando?
Eu suspirei uma ultima vez antes de
ir embora.
-Você não tem ideia do que seja
loucura. Isso sim é loucura...
Apanhei minhas poucas coisas e sai.
As vezes, por mais que você queira, é impossível continuar. Fechei a porta as
minhas costas e fui sem olhar para trás. Não deveria ser indolor abandonar algo
que realmente nunca foi seu? John Green não disse algo parecido com isso?
Talvez eu esteja me confundindo, mas era assim que eu me sentia. Aquilo nunca
havia sido meu de verdade. Talvez um breve lampejo de felicidade houvesse feito
com que acreditássemos. Mas de verdade, foi apenas mais um lampejo.
domingo, 2 de novembro de 2014
Madrugada fria
Eu tentei.
Tentei te fazer feliz a cada minuto, cada segundo de cada dia que passamos juntos.
Você conheceu o perfumes das flores que te levei, viu as cores das quais eu pintei o seu céu, cada coração de papel que deixei espalhado em sua cama.
Eu fui feliz em todas as noites que dormi na sua cama, ouvindo você suspirar e dizer que me ama, enquanto o mundo parava lá fora.
E agora eu vou embora, deixando a cama macia, no meio da madrugada fria, pra quem sabe assim você entender o que eu fui para você.
Há sempre uma esperança
Há sempre uma esperança
Esperança de dias melhores, de sorrisos maiores e abraços sinceros
Existe sempre a esperança do perdão, de que alguém lhe estenda a mão, que tenhamos dias de sol
Sempre haverão motivos para acreditar, razões para não nos fazer chorar, pequenas alegrias capazes de nos fazer sorrir
Haverá a esperança no milagre, esperança de que tudo acabe, e que a noite, você consiga dormir
Aquele desejo quase louco de reencontrar nossos mortos, de abraçar os entes queridos, recuperar o tempo perdido, tempo que um dia escorreu pelas nossas mãos
Vai sempre haver a esperança de chamar um amigo de irmão e de entregar o coração a alguém que um dia nem existiu
Sempre vai haver.
O motivo a esperar, a esperança em amar, a fé em transformar em calor o frio, no coração que sempre existiu, no peito daqueles que se amam.
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