domingo, 11 de agosto de 2013

Descrita

Descrevo teu corpo todo e nu perante a mim.
Com teu sorriso congelado, tua pele fria, teu gosto de alecrim.
O que fareis com ti na hora prometida?
Amarei-te sem pudor, te darei meu amor, ou te farei querida?

Querida pra meu prazer e todo o sempre
E ver teu sorriso, tua boca e beijar teu ventre.
E entre meu corpo e teu corpo suado o cheiro da gente.
E no quarto escuro, no emaranhado de luzes seguimos em frente.

Eu paro ou continuo?


Continuareis meu amor, pois a noite é longa.
Nessa cama tão grande, de lençóis tão espessos te encontro acordada.
Teu sorriso reflete por espelhos na mesa a sua boca molhada.
Vem e chega-te a mim, não me deixe dormir sem te fazer sentir amada.

E quando chegares a hora do teu silêncio preencher nosso quarto.
Eu te arranco suspiros, beijando seu corpo e sussurrando alto.
E mesmo que os dias parem de avançar pela manhã.

Eu ainda te amarei mesmo que não exista nenhum amanhã.