E chega a hora em que é preciso apagar as fotos, deletar as mensagens, excluir os contatos.
Hora de juntar os bilhetes escritos a mão espalhados pela casa, recolher os porta retratos e voltar.
A hora em que o ontem não pode mais fazer parte do hoje, e o amanhã toma um rumo totalmente novo.
Aquela hora, onde você precisa juntar suas coisas, suas roupas e seus livros e fechar a porta às suas costas sem esperar a luz se apagar.
Chega a hora, em que os planos precisam ser reescritos, e aqueles pequenos sonhos tão bons, não significam mais nada, além de somente pequenos sonhos.
Quando chega essa hora, não adianta olhar para trás, ou sentar sobre a guia esperando que os passos se reencontrem, que as mãos se entrelacem ou que brote um sorriso em ambos os rostos.
É preciso deixar as horas passarem, sem olhar para os ponteiros do relógio, sem esperar, sem sonhar.
Não há muito mais o que ser feito.
É preciso simplesmente viver.
