Se tu vens as 4, desde as 3 eu sou
feliz.
É eu sei. É um plágio. Mas plagiei tanta coisa, tantos textos e tantas frases esse ano. Hoje não poderia ser diferente.
Sendo assim, aqui estamos nós. Cada
vez mais velhos. E gordos. E por mais que você disfarce, nós dois sabemos que você
ganhou alguns quilos desde a última vez. Os cabelos insistem em cair e eu rezo
pra que você mantenha a sanidade (no fim isso é quase tudo que importa).
Outro ano passou e mais uma vez levou
pessoas da nossa vida. E eu sei o quanto você sente vontade de ligar pra elas e
de abraça-las e falar baixinho que está tudo bem, que você está ali e que vai
passar. Essa maldita mania de preferir as coisas frágeis. Mas sei que você não
vai. Elas precisam aprender a caminhar sem você garoto, e vc... Bem, você
também precisa. Sei que vai entender isso.
Mas um ano passou e de verdade o que
mudou?
Nesse ano andamos ainda mais rápido
(295 km/h pra ser mais exato), escrevemos um monte de texto (33 com esse), arrancamos
um bocado de sorrisos (eu não sou capaz de fazer essa conta) assim como nos
anos anteriores.
Pegamos aquele monte de ideias que
alguns insistem em chamar de sonhos e transformamos em planos. Concretizamos vários
e outros tantos continuam guardados para serem concluídos amanhã, ou quem sabe
depois de amanhã, ou quem sabe depois.
Não viajamos tanto quanto gostaríamos,
mas fizemos as viagens que deveriam ser feitas. Mas calma garoto. Ainda existem
tantas estradas pra você.
Por mais de uma vez você me deixou
orgulhoso. Por umas tantas outras vezes você me deixou louco da vida. Por quantas
e quantas vezes nós pensamos em desistir.
Mas acontece que você é duro, assim
como Drummond dizia. Você é duro, mas é doce. É tempestade, mas também é calmaria.
E eu continuarei aqui te dando colo e continuarei gritando com você, e
continuarei te observando de perto, de longe, e de todas as formas possíveis.
Eu simplesmente vou estar.
Você vai se tornar um adulto
maravilhoso.
Parabéns meu velho.
