O teu silêncio
grita, sussurra, implora.
Pede que eu vá,
pede pra vir. Olha-me nos olhos e me pega pela mão.
Teu silêncio é
ralo, é raro, é profundo. É tocável, de tão denso que chegar a ser.
Teu silêncio diz
meu nome, e pinta ele junto do teu. Brinca comigo, me faz de João bobo, me
joga, me leva, me busca. E chega uma hora que ele morre, deixa de ser silêncio pra
ser o leve som da sua voz me levando mais uma vez ao encontro da sua boca.